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Relançada produção agrícola em Mabalane

Por Jornal domingo
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TEXTO DE MAFALDA LIGELA

O Estabelecimento Penitenciário Regional Sul (EPRS), localizado no distrito de Mabalane, província de Gaza, está a relançar a produção agrícola, depois de ter perdido 20 hectares de culturas diversas, na fase de colheita, onde se previa obter 120 toneladas, por conta das cheias e inundações registadas em Janeiro e Março do corrente ano.

Para recuperar as perdas registadas, o chefe do Departamento das Actividades Económicas da instituição, Paulo Nguenha, disse esta sexta-feiira que já foram trabalhados e semeados 38 hectares, de um plano global de 114 hectares, prevendo-se colher cerca de 374 toneladas de milho, cebola, feijão e tomate.

Entretanto, apontou desafios ligados à constante avaria de equipamentos usados no processo de produção. “Temos tido avarias constantes de motobombas, tractores, tubagem e dificuldades de transporte para o escoamento das culturas para os grandes mercados”, lamentou.

Por sua vez, a governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, que visitou os campos de produção do EPRS, encorajou os esforços e resiliência da instituição, bem como a decisão de relançar a actividade agrícola, para a recuperação das culturas perdidas.

Segundo a governadora, apesar das perdas causadas pelas cheias, os reclusos e a direcção da penitenciária, não cruzaram os braços e continuam empenhados no aumento da produção. “Constatámos com satisfação a resiliência da penitenciária e dos seus reclusos no âmbito da produção agrícola. As perdas foram enormes, mas continuam a trabalhar e já têm 38 hectares já trabalhados, o que é muito bom”, afirmou.

Margarida Chongo destacou ainda que a produção agrícola contribui para a redução das despesas públicas, na aquisição de alimentos para a população em reclusão.

A governadora manifestou preocupação com relação às avarias de equipamentos essenciais, como tractores, electrobombas e motobombas, tendo defendendido a necessidade de a instituição reinvestir parte das receitas obtidas da venda da produção, para aquisição gradual de acessórios e outros equipamentosagrícolas.

“Sem tractor e sem motobombas torna-se difícil garantir uma melhor produção e produtividade. É importante que, aos poucos, a renda da venda dos produtos seja usada para resolver alguns destes problemas, enquanto o Governo continua a mobilizar apoios”, referiu.

A visita de um dia ao distrito de Mabalane termina com a entrega de sete toneladas de milho e cinco toneladas de feijão nhemba a um universo de 700 agredados familiares.

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