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BM enxuga liquidez para controlar inflação

Por Jornal domingo
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O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique (BM) decidiu aumentar o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda nacional de 29 para 39 por cento com a finalidade de absorver o excesso de liquidez que existe no sistema bancário que, de acordo com a sua análise, pode gerar uma grande pressão inflacionária.

Em simultâneo, aquele comité decidiu manter o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda estrangeira em 29,5 por cento e manter a taxa de juro de política monetária, também conhecida por taxa MIMO, em 9,25 por cento.

De acordo com uma nota emitida pelo BM, a decisão de aumentar o coeficiente de Reservas Obrigatórias resulta da prevalência de elevadas incertezas relativas à duração do conflito no Médio Oriente e o consequente impacto sobre a cadeia logística e oferta de bens, bem como sobre os preços internacionais e domésticos dos combustíveis e alimentos.

Durante a reunião daquele organismo também foi feita uma revisão em alta da previsão da inflação, uma vez que, no mês de abril passado, a inflação anual fixou-se em 4,4 por cento após 3,4 por cento em Março.

“A inflação subjacente, que exclui frutas e vegetais e bens com preços administrados, manteve-se estável. Entretanto, no curto e médio prazo, antevê-se uma aceleração da inflação, podendo atingir dois dígitos, dependendo da duração do conflito no Médio Oriente”, sublinha.

Também aponta que a previsão da inflação reflecte os efeitos directos e indirectos do ajustamento dos preços domésticos dos combustíveis líquidos, da intermitência no seu fornecimento e da inflação importada, não obstante a estabilidade do Metical e a fraca actividade económica.

Ainda em relação aos cenários, o CPMO diz que os riscos e incertezas associados às projecções da inflação continuam a agravar-se, sendo que a nível doméstico, evidenciam-se riscos e incertezas quanto à magnitude dos efeitos indirectos do aumento dos preços dos combustíveis sobre a cadeia logística e a oferta de bens, ao ritmo de reposição da capacidade produtiva na sequência das inundações que assolaram o país no primeiro trimestre do ano e aos efeitos do agravamento do risco fiscal, com destaque para os atrasos nos pagamentos devidos pelo Estado.

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