Apenas 3.256, o equivalente a 27 por cento dos cerca de 12.143 estabelecimentos industriais existentes em Moçambique , operam de forma formal, segundo dados do Mapeamento Industrial apresentados hoje no Fórum MOZINDUS n.º 6, evento que debate os desafios da industrialização, competitividade e inovação no país.
As províncias de Tete, Manica, Nampula e Sofala concentram a maior parte das unidades informais, que compõem o grosso do tecido produtivo nacional, dominado por moageiras.
Entre as empresas formalizadas, cerca de 32 por cento estão localizadas na cidade e província de Maputo sendo que 96 por cento são micro e pequenas empresas e apenas quatro por cento correspondem a médias e grandes indústrias.
Destas, maior parte são do sector alimentar representando cerca de 50 por cento das empresas, com destaque para o processamento de milho e arroz. Os dados mostram também uma forte dependência de recursos internos, com 85 por cento das indústrias formais a serem financiadas por investimento nacional e 88 por cento a utilizarem matéria-prima local.
No que diz respeito ao emprego, o estudo aponta que o sector industrial tem baixa capacidade de absorção de mão-de-obra sendo que cerca de 66 por cento das indústrias empregam menos de 10 trabalhadores, enquanto apenas três por cento têm mais de 100 funcionários.
O levantamento foi conduzido pela consultora Ernst & Young nos últimos dois anos e abrangeu tanto o sector formal como o informal.
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