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“Waiting for the boats”. O naturalismo piscatório dos comunicadores abancados no muro…

Por Jornal domingo
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  1. As primícias das “Novidades de Moçambique e do Mundo”

Semana passada começa com surpreendente publicação, em algum lugar, alhures numa disseminadora página do facebook, da primeira página do “Domingo”, com lições de bem comunicar, com critérios apaixonados do que é notícia e do que não é, do monte que não é mais importante que o Presidente da República, finalmente questionando “Domingo” sobre o que realmente é notícia de Moçambique, tal se percebe dos intentos da referida página, “Novidades de Moçambique e do Mundo”.

Outrossim, também surpreendentes e de todo inesperados, foram os recados deixados à Comunicação do Presidente da República, com trejeitos e caretas à actual, acercados de recados e de fórmulas para ditar a agenda do “Domingo”, e de outros, insinuando os caminhos a seguir pela Comunicação do Presidente da República para determinar a pauta de jornais ineptos e desatentos como “Domingo”, incapazes de distinguir a verdadeira notícia, o elefante na sala!

Acolhemos e replicamos:

A nossa medula, mais próxima do verdadeiro jornalismo

Bula-Bula confessa que não se surpreende com os ditos, mas também não se deixa impressionar pelos argumentos, dissimulados em embrulhos de educação política, atribuindo irresponsabilidade e falta de crivo nos critérios editoriais do “Domingo”, como se este não soubesse o que realmente fora a notícia de Moçambique ao dia em questão, secundarizando eles próprios, de forma oportunista, picareta e abutre, a posição do Presidente da República na capa que passou à lupa vigilante, telescópica.

Por isso apetece bastante a Bula-Bula replicar, precisamente pelo crivo jornalístico, associado à sua política editorial, porque a tem, desde o início, e ainda a ela se guinda, imperturbável;

Ora,

O decreto que determina a protecção do monte Mabu é do Governo de Daniel Francisco Chapo. Já há muito que aquela região, deslumbrante como se pôde ver pela extraordinária foto, tem sido apetência de investidores, estrangeiros e nacionais, o último dos quais, sob a capa de engarrafar água na região, propunha-se a erguer um gigantesco empreendimento turístico.

Os promotores das “Novidades de Moçambique e do Mundo” andaram desatentos, não viram o elefante na sala, mais preocupados em ampliar a foto do Presidente da República do que com os feitos do seu Governo, que no caso produziu um decreto oportuno, que protege os interesses de Moçambique, a biodiversidade do monte Mabu, e veta apetites inconfessáveis, disfarçados no enchimento de garrafas de água.

Ora,

O destaque dado ao resgate dos americanos na Reserva Especial do Niassa também parece tê-los desgostado. Bula-Bula, que tem paciência de china, vai explicando; Quando o ataque ocorreu, noticiado pela Zitamar e rapidamente replicado pela DW, Reuters, Carta de Moçambique, RTP, Correio da Manhã e outros, o destaque eram os três caçadores americanos que se encontravam na reserva e que tinham fugido para as matas, mal se apercebendo do ataque. Também é verdade que para outros, imprensa portuguesa, a notícia era a destruição de um empreendimento de mais de 3 milhões de euros pertencentes ao treinador português Carlos Queiroz, sequer aludiam o facto de ter nascido em Moçambique.  Leia mais…

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