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PROVÍNCIA DE MANICA: Projectam-se novas centrais hidroeléctricas

Por Jorge Rungo
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A empresa Electricidade de Moçambique (EDM) está a desenvolver um estudo que poderá culminar com a construção de duas novas centrais hidroeléctricas na bacia do Revúe, nomeadamente de Tsate, que poderá gerar 50 MegaWatt (MW), e Mavuzi II, que se estima que possa gerar 28 MW. Dados colhidos junto do director de Produção Centro e Norte da EDM, Stélio Leitão, indicam que a crescente demanda impõe a necessidade de se investir no desenvolvimento de mais centrais hidroeléctricas, porque as que estão em operação, concretamente Chicamba e Mavuzi, não respondem à actual fase, caracterizada por um crescimento contínuo de novas indústrias, ligações domésticas, entre outros.

No que se refere à gestão das duas barragens da província de Manica, Stélio Leitão fez saber que há necessidade de continuar a realizar batimetrias regulares, com vista a avaliar os níveis de assoreamento em Chicamba e Mavuzi e a necessidade de realizar dragagens para a recuperação da suas capacidades de armazenamento.

Igualmente, referiu que a EDM enfrenta o desafio de recuperar a disponibilidade dos equipamentos e a capacidade produtiva das centrais, que foi afectada pelo impacto da poluição, resultante da exploração de ouro ao longo dos vários rios que afluem até a albufeira de Chicamba.

A este respeito, disse que a suspensão da actividade mineira, que foi determinada pelo Conselho de Ministros, em finais de Setembro do ano passado, e as chuvas intensas que ocorreram a partir de Dezembro contribuíram para a melhoria da qualidade de água na albufeira. Contudo, indicou que houve impacto na contaminação dos elementos filtrantes das duas centrais, a curto prazo, facto que obrigou a paragens frequente dos grupos geradores para a realização da manutenção, que se reflectiu nos custos de produção.

“A nível das turbinas, a contaminação da água provocou desgastes sobre as superfícies, cujo impacto, a médio e longo prazos, pode se mostrar severo. Igualmente, a entrada de água turva na albufeira propiciou a acumulação de sedimentos, prejudicando a capacidade de armazenamento da barragem”, sublinhou.

Stélio Leitão recordou que, além da elevada turbidez da água, as centrais tiveram períodos de paragens frequentes para a manutenção dos equipamentos e res trições da produção em face do nível baixo de água na barragem de Chicamba. Com o actual cenário que aponta para a melhoria da quantidade e qualidade da água armazenada, Leitão afirma que reduzem as paragens para a manutenção e se eleva a geração a nível da central.

“Em termos de capacidade produzida e com a barragem de Chicamba no nível máximo de armazenamento, as centrais de Mavuzi e Chicamba contribuem com aproximadamente 50 por cento da energia consumida nas províncias de Manica e Sofala”, disse.

Com uma capacidade instalada de 48 MW e dispondo de quatro comportas de descarga de cheias, a Central de Chicamba está a produzir 25 MW nas horas de ponta por questões de racionalização da água.

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