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Os 40 anos da “espinha dorsal”do Presidente da República

Por Maria Cossa
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O Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, juntou, na última sexta-feira, antigos e actuais dirigentes, quadros do Estado e outros convidados para assinalar os 40 anos da criação do cargo de Primeiro-Ministro, sob o lema “40 Anos Consolidando a Coordenação da Acção Governativa”.

O evento contou com a presença do Chefe do Estado, Daniel Chapo, que antes de proceder com a abertura, percorreu uma exposição que recupera a história do Gabinete do Primeiro-Ministro através de fotografias, documentos oficiais e outros testemunhos ilustrando a sua criação, evolução e contribuição para o funcionamento do Estado.

A mostra começava com Mário Machungo, primeiro titular do cargo, nomeado em 1986, até terminar com a actual Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, em funções desde 2025.

Após visitar a exposição, Chapo procedeu à abertura do evento, tendo destacado a necessidade de reforçar o papel do Primeiro-Ministro na coordenação da acção governativa, considerando que deve assumir uma postura mais proactiva no apoio ao Chefe do Estado e na resposta aos desafios que afectam o país. Igualmente, falou da necessidade de maior articulação entre os diferentes sectores do Governo.

“O Governo deve actuar de forma articulada, harmoniosa e perfeitamente sincronizada”. Trata-se de uma coordenação que, conforme explicou, é fundamental para materializar os compromissos assumidos perante os moçambicanos e acelerar a prestação de serviços públicos.

Neste contexto, apontou ao Primeiro-Ministro a responsabilidade de monitorizar a implementação dos instrumentos de governação e assegurar o cumprimento dos prazos e metas estabelecidos.

O PAINEL DE ÓSCAR

Após a abertura do simpósio, seguiu-se a apresentação do primeiro painel que visava esmiuçar a gênese do cargo de Primeiro- -Ministro. A missão coube a Óscar Monteiro, que acompanhou de perto a criação do cargo e é, paralelamente, uma figura histórica que desempenhou um papel preponderante na construção do Estado moçambicano.

Um dos pontos que chamou a atenção na sua intervenção foi a sua reflexão sobre a necessidade de dar-se maior estabilidade à Administração Pública, chamando atenção para a tendência de, a cada mudança de Governo, também se alterarem estruturas, designações e funções.

“Moçambique é conhecido como um dos países em que muita coisa muda… é preciso encontrar formas de estabilizar o funcionamento do Governo”, explicou. .Leia mais…

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