A África do Sul vive esta terça-feira um clima de tensão devido às manifestações nacionais contra a imigração ilegal, levando as autoridades a reforçarem o dispositivo de segurança em várias cidades para prevenir actos de violência contra cidadãos estrangeiros.
Na véspera dos protestos, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, reuniu-se com os activistas Ngizwe Mchunu e Nkosokhona ‘Phakel’umthakathi’ Mdabandaba, dois dos principais líderes do movimento anti-imigração, apelando para que os protestos decorram de forma pacífica e lembrando que a aplicação das leis migratórias é da exclusiva responsabilidade do Estado.
O presidente sul-africano reiterou que, embora as preocupações com a imigração ilegal sejam legítimas, não há espaço para intimidação, vandalismo ou violência.
Entretanto, em Moçambique, já se regista um aumento do movimento de entrada de cidadãos nacionais através do posto fronteiriço de Ressano Garcia, que decidiram regressar ao país por recearem um agravamento da situação e possíveis ataques xenófobos, numa altura em que cresce o receio entre as comunidades migrantes.
As autoridades sul-africanas mantêm milhares de agentes da polícia destacados nas principais cidades, para evitar a escalada da violência.



