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TARIFAS DAS TELECOMUNICAÇÕES: Operadores alertam para risco de sustentabilidade do sector

Por Alfredo Armando
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Operadores de telefonia móvel, reguladores e representantes de consumidores defendem a necessidade de reformas estruturais no sector das comunicações, num contexto em que os custos operacionais aumentam enquanto os preços dos serviços permanecem sob forte pressão da concorrência.

O posicionamento foi apresentado durante o debate sobre: “Tarifas de Serviços de Comunicações, Dinâmica Concorrencial no Mercado”, na 5.a Conferência Nacional das comunicações realizada semana finda, em Maputo.

Mohamed Mussá, presidente da Comissão de Gestão da Tmcel, afirmou que o principal desafio do sector é encontrar preços acessíveis com a necessidade de investimento contínuo em infra- -estruturas, qualidade de serviço e inovação tecnológica.

Afirmou que a inclusão digital não depende somente da redução dos preços, mas também da expansão da cobertura, melhoria da qualidade da internet e capacidade dos operadores para investirem em novas tecnologias, incluindo da quinta geração (5G).

Destacou ainda que os custos estruturais como a energia, transporte, logística, espectro radioeléctrico, cobertura rural continuam a influenciar significativamente a formação das tarifas. Contudo, defende o reforço da partilha de infra-estruturas entre operadores, maior previsibilidade regulatória e uma revisão das tarifas de interligação.

No que toca aos preços dos serviços, apontou: “cerca de 99 por cento dos clientes utilizam pacotes promocionais, onde os custos para o consumidor são relativamente mais baixos do que nas tarifas unitárias”.

REDUÇÃO DE INVESTIMENTOS

Por sua vez, Simon Karikari, director-geral da Vodacom Moçambique, considerou que o mercado atravessa um momento crítico, frisando que as telecomunicações constituem uma actividade intensiva em capital, exigindo investimentos permanentes em redes, equipamentos e tecnologia.

Karikari precisou que os custos de operação continuam a aumentar devido à dependência de equipamentos importados, aumento dos combustíveis e aos elevados custos de energia e transporte.  Leia mais…

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