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Comissão de gestão explica razões de levar Ossufo Momade à PGR

Por Jornal domingo
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Um grupo de membros, da Renamo, que integra deputados da Assembleia da República e ex-guerrilheiros e que se auto-proclama comissão de gestão, realizou neste sábado na cidade de Quelimane, província da Zambézia, um comício para explicar as razões que os levou a mover uma acção judicial contra o presidente desta formação política, Ossufo Momade, acusado de gestão financeira ruinosa, abuso de poder e de confiança.

António Muchanga, um dos presente no local diz que as reuniões arrancaram na região centro e nos próximos dias, vão ser estendidas às regiões norte e sul. “O que exigimos é que Ossufo Momade cumpra com os estatutos da Renamo aprovados na liderança, do falecido presidente Afonso Dhlakama, não àqueles que ele próprio inventou no ano de 2019.”

Referir que semana finda, o grupo submeteu ao Ministério Público uma queixa a exigir a prestação de contas sobre fundos recebidos nos últimos dois anos, acusando a direcção da Renamo, liderada por Ossufo Momade, de falta de transparência na gestão financeira, alegando ausência de relatórios financeiros, balancetes, auditorias independentes e prestação regular de contas aos órgãos internos do partido.

Defendem que a Renamo, enquanto partido com representação parlamentar, recebe financiamento público proveniente do Orçamento do Estado, além de quotas, contribuições e doações, estando obrigada a mecanismos de fiscalização e transparência previstos na legislação.

Os desmobilizados pedem ao Ministério Público que faça diligências investigativas e fiscalizadoras à aplicação das verbas atribuídas ao partido, incluindo eventual auditoria financeira e patrimonial, bem como o apuramento de responsabilidades civis, disciplinares ou criminais relacionadas com alegada falta de prestação de contas.

Solicita igualmente, através do Ministério Público, que Ossufo Momade apresente “de imediato” relatórios financeiros relativos aos anos 2024 e 2025, incluindo receitas, despesas, saldos bancários e demais elementos contabilísticos ligados às verbas recebidas do Orçamento do Estado.

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