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“Olho por olho, dente por dente”: poderão os EUA sustentar a guerra indefinidamente?

Por Edson Muirazeque
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Os EUA anunciaram, semana passada, um bloqueio naval para “paralisar completamente o comércio económico de entrada e saída do Irão por via marítima”.

Em linguagem mais simples, nenhum navio pode entrar ou sair do Irão. O bloqueio, segundo as autoridades norte-americanas, é uma resposta ao facto de o Irão ter fechado o Estreito de Ormuz à navegação, facto efectivado pela guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o país persa.

É uma situação que lembra a lei de talião, em que, na lógica da política externa dos EUA, prevalece o princípio de “olho por olho, dente por dente”, independentemente das consequências para a economia global. Embora seja propalada como uma demonstração de força, esta forma de agir dos EUA leva ao questionamento se Washington está preparado para manter uma guerra indefinitivamente contra Teerão.

O conflito em curso entre os EUA/Israel e o Irão representa um dos episódios mais significativos de reconfiguração da ordem internacional contemporânea desde o fim da Guerra Fria.

A escalada militar iniciada no final de Fevereiro, com operações aéreas e navais de larga escala conduzidas pelos EUA/Israel contra o Irão, marcou a transição de uma rivalidade prolongada para um estado de guerra aberta. No centro desta confrontação esteve sempre o programa nuclear iraniano, mas o recente anúncio de Washington demonstra que a atenção agora encontra-se sobre o controlo e a contestação de rotas marítimas estratégicas, particularmente o Estreito de Ormuz, cuja importância energética confere ao conflito uma dimensão global imediata. Leia mais…

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