O registo de crimes cibernéticos está cada vez mais crescente no país com ataques a sistemas informáticos das instituições públicas e privadas, acesso ilegítimo a bases de dados, sabotagem informática, fraude electrónica e roubo de informação sensível que comprometem a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade de sistemas essenciais ao funcionamento das instituições.
Só no ano passado, 2025, Moçambique registou 1.108 processos, contra 1.061, de igual período anterior, o que representa um acréscimo de 47 processos, correspondente a 4,4 por cento.
A informação foi partilhada esta manhã, pelo Procurador-geral da República, Américo Letela, na Assembleia da República, durante a apresentação do Informe Anual, referente ao ano de 2025, sobre o sistema de administração da justiça e da legalidade.
“Aos processos registados, somaram-se 607 transitados do período anterior, totalizando 1.715. Findaram 1.145, tendo recaído despacho de acusação em 367 e de arquivamento em 778. Transitaram para o período seguinte 570 processos”, afirmou Américo Letela.
As províncias de Inhambane, com 183, Gaza, 159, Zambézia e Cidade de Maputo, ambas com 148, registaram maior número de processos. Enquanto que as de Cabo Delgado, com 31, Nampula, 35 e Sofala, 43, foram as que conheceram menor número.
“O crime de fraude relativa aos instrumentos de pagamentos electrónicos apresentou maior número de processos, com 611, seguido de burla informática e nas telecomunicações, com 254, devassa da vida privada, com 90, e furto de fluidos, com 75”, explicou.




