Início » Quero ser lembrado pelas valas de drenagem

Quero ser lembrado pelas valas de drenagem

Por Jornal domingo
424 visitas
A+A-
Reset
  • afirma Júlio Parruque em entrevista ao domingo

Recuperação da autarquia em diferentes domínios, sobretudo nas infra-estruturas de drenagem das águas pluviais, e melhoria da circulação rodoviária em dez estradas críticas, danificadas na sequência da presente época chuvosa, constituem as prioridades de governação de Júlio Parruque, presidente do Conselho Municipal da Matola, província de Maputo, para o presente ano, por sinal, o terceiro à frente dos destinos daquele município.

Entrevistado pelo domingo a propósito da passagem, quinta- -feira, do quinquagésimo quarto aniversário da elevação da Matola à categoria da cidade, Parruque elege como principal desafio da sua governação a construção das valas de drenagem para solucionar o crónico problema das cheias e inundações.

Para o efeito, diz estarem em curso obras de grande envergadura, destacando a consignação, na passada quarta-feira, da construção da vala de drenagem Mathlemele-Matola-Gare, cujo objectivo é aliviar o sofrimento de milhares de munícipes dos bairros de Mathlemele, Matola-Gare, Nwamatibjana e Nkobe.

Trata-se de uma infra-estrutura com uma extensão de 12 quilómetros, num investimento orçado em 548 milhões de Meticais, cuja construção vai durar oito meses. Explica que as águas serão dadas uma espécie de “auto-estrada”, que seguirá um trajecto, com ponto de intercessão com a estrada Mathlemele-Nwamatibjana, e deste local vai ser construído um novo sistema paralelo à “circular” de Maputo até proximidades da portagem da Matola-Gare, onde vai atravessar a estrada em direcção à bacia da Sequeira. Deste ponto, a água vai seguir o trajecto até na zona de quilómetro 18, perto da passagem do nível, na Avenida Josina Machel, bairro da Matola-Gare.

O projecto contempla ainda a construção de um sistema que vai evacuar a água do Centro de Saúde da Matola-Gare para a nova vala de drenagem. Acompanhe a entrevista em discurso directo.

Senhor presidente do Conselho Municipal da Matola, quais são os principais desafios da cidade aos 54 anos?

Assinalar que Matola foi elevada à categoria de cidade a 5 de Fevereiro de 1972, e a nós cabe liderar os destinos quando passam 54 anos. Os desafios foram reproduzidos em instrumentos de trabalho que iniciaram com a aprovação do Plano Quinquenal 2024-2028, que vai de acordo com o nosso manifesto eleitoral. Em resumo, são constituídos por seis pilares ou um polígono com seis vértices que começam com a segurança pública e tranquilidade dos munícipes.

Este é um dos desafios principais, tendo em conta que Matola é, neste momento, a cidade mais populosa de Moçambique, com cerca de 1.5 milhão de habitantes, número que corresponde a cerca de cinco por cento dos 34 milhões dos moçambicanos.

Hoje, já não somos apenas a capital da indústria moçambicana, mas também nos candidatamos a ser a cidade académica do país, a avaliar pelo elevado número de instituições do ensino que existem na nossa autarquia.

Queira desenvolver o vértice atinente à segurança?

Trata-se de um projecto que visa tornar a nossa autarquia próspera e hospitaleira, daí que estamos a fazer de tudo para garantir segurança não só aos munícipes, mas também a todo o cidadão que visita a nossa cidade e nesse sentido há vários projectos em implementação. Ainda no capítulo da segurança, há dias falou de uma iniciativa de Polícia de Cavalaria. Será isso mesmo?Leia mais…

Artigos relacionados

Focus Mode