A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, que se encontra de visita de trabalho à província de Zambézia prestou, na residência episcopal, na cidade de Quelimane, condolências à Igreja Católica e à família de Dom Osório Afonso Sitora, assassinado na sua residência oficial na madrugada de sábado.
Talapa que falava a Jornalistas, horas depois da confirmação da morte, destacou o papel desempenhado pelo prelado não apenas na Diocese de Quelimane, mas em todo o país, considerando a sua morte uma perda para Moçambique.
“Viemos em nome do Presidente da República, do Governo de Moçambique e da Assembleia da República apresentar as nossas sentidas condolências à Igreja Católica, à população da província da Zambézia e a todos os moçambicanos”, afirmou.
A dirigente apelou ainda às autoridades competentes para que acelerem as investigações, de modo a esclarecer as circunstâncias do crime no mais curto espaço de tempo possível.
Enquanto isso, o secretário do Estado, Avelino Muchine lamenta a morte de bispo e pede justiça. Classificou a morte de Dom Osório como um choque para a província, sobretudo devido à violência que marcou o crime.
Segundo Muchine, o bispo era uma figura respeitada pela sua dedicação à Igreja e pelo seu empenho na promoção de valores morais e cívicos na sociedade.
“É preocupante o nível de criminalidade que culminou com este acto. O nosso bispo era uma pessoa bastante afável, dedicada e profundamente preocupada com a moralização da sociedade”, declarou.
O governante apelou igualmente ao rápido esclarecimento do caso, defendendo que a identificação e responsabilização dos autores poderá trazer algum conforto à família enlutada, à Igreja Católica e à sociedade em geral.



