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Afinal, o que está a falhar em humanização na saúde?

Por Luísa Jorge
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No dia 5 de Abril corrente, duas mortes, na província de Manica, abalaram o país. Uma gestante deu entrada na maternidade do Hospital Provincial de Chimoio, para serviço de parto, oito horas depois, perdeu a vida juntamente com o bebé.

O caso levou à suspensão de oito profissionais que estiveram de serviço naquela enfermaria e decorre uma investigação para apurar a veracidade dos factos. O caso encontra-se sob análise da Inspecção-Geral da Saúde, para esclarecimento. Enquanto isso, a opinião pública faz o juízo. Mas, casos semelhantes não são isolados. Semana finda, na maternidade do Hospital Geral de Mavalane, domingo testemunhou uma discussão acesa, envolvendo uma parturiente, de 19 anos, e a enfermeira parteira de serviço.

O desentendimento terá despoletado a partir da altura em que a profissional da saúde materno-infantil avisou a gestante em contrações de parto que devia fazer cesariana.

A parturiente declinou, alegando ser ainda cedo para aquela decisão. Irritada, a enfermeira advertiu que estava prestes a encerrar o seu turno de trabalho e que não tencionava permanecer no serviço, nem mais um minuto.

A jovem gestante ignorou as palavras da parteira e prosseguiu com a caminhada pelos corredores da sala de parto. Vários têm sido os casos de atendimento indigno. Só no ano passado, o Departamento de Qualidade e Humanização do Ministério da Saúde recebeu cerca de 1900 denúncis vindas de todo o país, tendo a província da Zambézia registado maior número de casos, totalizando 588 queixas, seguido da cidade de Maputo, com 355, e Nampula com 277. . Leia mais…

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