O d e s e n v o l v i m e n t o económico e social baseado nos recursos marinhos tenderá a ser uma rota incontornável, conforme foi destacado durante a III Conferência Internacional Crescendo Azul, realizada na semana passada, na cidade de Maputo, sob o lema: “Futuro Azul: Acelerando a Sustentabilidade Económica”. Um ponto assente ao longo dos debates prende-se com a necessidade de se deixar de encarar o oceano apenas no plano geográfico, devendo também ser observado como fonte geradora de prosperidade e sustentabilidade, no âmbito da economia azul.
Conforme vincou o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, naquele evento foi feita a avaliação da saúde do oceano que banha o nosso país, no que tange à conservação da biodiversidade marinha, oportunidades de negócios, sobretudo com o sector privado.
Na abertura da conferência, o Presidente da República, Daniel Chapo, destacou que o conceito do Futuro Azul representa foco na transformação do potencial de recursos aquáticos em oportunidade para prosperidade, desenvolvimento e na melhoria de conhecimento. Destacou que o mundo já não discute se a economia azul é importante, mas sim, com que rapidez se pode transformar o potencial dos oceanos em benefícios concretos.
Chapo defende que o Futuro Azul não consiste apenas em explorar recursos do mar, como também garantir que os oceanos continuem capazes de sustentar vidas, gerar prosperidade e transmitir esperança para as gerações vindouras.
O Chefe do Estado destaca que quando os antepassados contemplavam o horizonte do Oceano Índico, não viam uma fronteira, mas sim possibilidades. Viam um caminho que ligava povos, culturas, conhecimentos e oportunidades. A Conferência de Maputo insere-se na Agenda 2030 das Nações Unidas, no seu Objectivo de Desenvolvimento Sustentável Número 14, relativo à utilização dos oceanos, mares e os recursos aquáticos em geral. Leia mais…



