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Culto ecuménico celebra percurso e legado de Graça Machel

Por Jornal domingo
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“Por detrás de cada mulher e de cada homem que chega a algum lugar, há quase sempre uma mãe, uma família, uma comunidade ou alguém que acreditou”.

Foi com estas palavras que Graça Machel recebeu, hoje, em Maputo, a homenagem de um colectivo de mulheres da Associação Moçambicana da Mulher, Religião e Desenvolvimento (AMUREDE), durante um Culto Ecuménico de Acção de Graças pelo seu 80° aniversário.

Num momento marcado pela fé e pela celebração, Graça Machel falou menos de si e mais dos valores que recebeu da família e que ajudaram a moldar a sua vida.

“Não foram os meios materiais que determinaram aquilo que eu e os meus irmãos somos hoje. Foram os valores que a nossa mãe nos inculcou”, disse.

A activista social destacou ainda o significado de ser homenageada por mulheres ligadas à religião que reconhecem a sua capacidade de mobilizar, unir e mover lideranças em torno de iniciativas de impacto para a sociedade.

No final, deixou uma mensagem que ultrapassa a própria homenagem ao afirmar que “nenhuma conquista é construída sozinha. Há mães que inspiram. Há famílias que fazem sacrifícios. Há comunidades que abrem caminhos e há pessoas que acreditam em nós antes de o mundo acreditar. É também a essas mulheres que esta homenagem pertence”.

O evento contou com a participação de várias figuras, com destaque para o antigo Presidente da República Joaquim Chissano, antiga primeira dama da República, Isaura Nyusi, e Mateus Saize, Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e religiosos.

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