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ANÁLISE: Não pare, “meu filho” Continue escrevendo…*

Por Carol Banze
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O título de Doutor Honoris Causa atribuído recentemente a Mia Couto, na Hungria, pela Universidade Eötvös Loránd, valida a premissa contida na vivência da personagem no conto da sua autoria “O menino que escrevia versos” e solidifica a ideia de que a arte não é meramente lúdica, entretenedora; ela também assume a função de catarse, sendo portanto uma via de purgação de emoções – traumas, angústias, desejos – constituindo- -se por consequência numa terapia colectiva.

Mia Couto cristaliza-se como uma das vozes mais influentes dos povos do chamado Sul Global (países em via de desenvolvimento ou com uma história interconectada de colonialismo). Tal como foi destacado, “a sua escrita atravessa fronteiras linguísticas e geográficas projectando a literatura moçambicana em diferentes espaços do mundo”.

Desse modo, o escritor confirma o princípio de que a arte se recusa a aceitar o mundo tal como ele é, e através da escrita, dá voz a sentimentos profundos que recusam a rigidez cultural que sufoca a individualidade e a arte no quotidiano. Leia mais…


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