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Combustível em falta e imundície em alta

Por Abibo Selemane
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A escassez de combustíveis, que se faz sentir desde o mês passado, está a afectar gravemente a recolha de lixo no país, sobretudo nas capitais provinciais, onde a produção diária é elevada. Com efeito, camiões e tractores destacados para o trabalho de remoção de resíduos sólidos não operam regularmente. E devido à acumulação de grandes quantidades de resíduos, um cheiro nauseabundo toma conta dos centros urbanos e bairros periféricos.

A título de exemplo, na cidade de Quelimane, província da Zambézia, os detritos depositados na lixeira municipal local estão a invadir a N-10, estrada que liga esta cidade ao distrito de Nicoadala. Ainda naquele centro urbano, a imundície invadiu a rua da Casa da Cultura.

O local afectado está próximo de uma escolinha, um restaurante, bar e do próprio edifício da Casa de Cultura. O município, que produzia mais de 120 toneladas por dia, viu a quantidade aumentada para 200, sem meios para atender à demanda. No Sul do país, o mesmo cenário verifica-se na província de Maputo.

Ao longo da Estrada Nacional Número 4 (EN-4), nas proximidades do mercado de Malhampsene, alguns focos de lixo começam a comprometer a estética e sanidade urbana. Nos arredores da capital do país, quadro semelhante é notável nas Avenidas Dom Alexandre e Milagre Mabote; na Rua da Linha, no bairro Ferroviário.

Na Avenida Vladimir Lenine, no centro da cidade, até ontem o lixo transbordava dos contentores. As autoridades municipais manifestam preocupação, tendo em conta que o lixo acumulado atrai pragas e contamina o ambiente, aumentando o risco de eclosão de doenças, com destaque para a diarreia e cólera.

Alguns gestores que falaram ao domingo afirmaram que, para além das limitações na limpeza da urbe, esta crise de combustíveis tem trazido desafio na manutenção de obras de drenagem e saneamento. Entretanto, asseguram que, não obstante as dificuldades registadas, a situação ainda não atingiu níveis preocupantes, embora algumas autarquias estejam a funcionar com a limitação de equipamentos.

Acrescentam que para contornar a situação várias edilidades têm recorrido a soluções locais. Entre as estratégias anunciadas pelos entrevistados destaca-se a articulação com as gasolineiras fornecedoras, visando assegurar o abastecimento mínimo necessário para a operação dos camiões. Paralelamente a isso, foi dada prioridade às rotas mais críticas, para além do reajustamento das escalas de recolha. Leia mais…

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