É impossível falar da defesa dos direitos da mulher moçambicana e deixar à margem o nome de Eulália Nhatitima, expoente na promoção da igualdade de género e na implementação e apoio às iniciativas da cidadania, inclusão social, liderança feminina e desenvolvimento.
Voz activa no fomento do empreendedorismo feminino, Eulália Nhatitima é directora da Fundação para a Cidadania e patrona da iniciativa CONFIA, plataformas através das quais promove programas de capacitação, mentoria, educação cívica e fortalecimento da participação da mulher nos processos de tomada de decisão.
À porta dos 51 anos da Independência Nacional, a celebrarem-se a 25 de Junho corrente, domingo entrevistou-a para uma reflexão sobre as conquistas e os desafios da mulher moçambicana ao longo deste percurso. Eulália pontua vários ganhos da mulher no percurso feito de 1975 até esta parte.
Começa por celebrar o aumento do acesso à educação, passa pela presença expressiva em cargos de liderança e de tomada de decisão, discorre sobre a aprovação de leis que promovem a igualdade de género e protegem os direitos da ala feminina. Também faz alusão ao crescente protagonismo no empreendedorismo, movimentos sociais e organizações da sociedade civil.
Entretanto, Nhatitima não se limita ao sucesso, põe ainda o dedo no que não vai bem e tem de se resolver passados 51 anos da Independência Nacional: as desigualdades de acesso à educação, oportunidades económicas, sobretudo nas zonas rurais; casamentos e gravidezes precoces e o feminicídio.
Acompanhe a seguir a entrevista.
Estamos a passos largos da celebração dos 51 anos da independência. Que principais conquistas destacaria no percurso das mulheres desde 1975?
Eu penso que foram várias, mas gostaria de retroceder para um pouco antes da independência, com vista a destacar a forma como as nossas mães se afirmaram para que pudessem alcançar o seu próprio espaço. Reza a história que elas já na altura da luta de libertação nacional reivindicaram um espaço para que pudessem participar de forma activa no processo. Leia mais…



