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Há medicamentos para três meses em Manica

Por Jornal domingo
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ISABEL JEREMIAS

A província de Manica dispõe de reservas suficientes de medicamentos para garantir o normal funcionamento das unidades sanitárias durante os próximos três meses, nomeadamente Dezembro, Janeiro e Fevereiro.

A informação foi avançada pelo responsável do Armazém Provincial de Medicamentos em Manica, Bonifácio Mulausse, durante a visita que a governadora Francisca Tomás, efectuou, hoje, aos diferentes sectores da Direcção Provincial de Saúde (DPS).

Segundo Mulausse, não se prevêem rupturas significativas no fornecimento de fármacos essenciais nos próximos meses. Entre os principais medicamentos disponíveis destacam-se anti-maláricos, anti-diarreicos e analgésicos, considerados de maior procura nesta época do ano.

O responsável reconheceu, contudo, a escassez de alguns materiais médico-cirúrgicos, o que tem provocado constrangimentos na realização de determinadas intervenções e, face a este cenário, o armazém tem feito a racionalização de alguns materiais médicos cirúrgicos.

“No que diz respeito ao gesso, afirmou que o problema foi ultrapassado. Actualmente, o Hospital Provincial de Chimoio, por exemplo, consome entre 4.500 a 6.000 rolos por mês”, anotou.

Questionado em relação à falta de paracetamol reportada em algumas unidades sanitárias, Mulausse explicou que o armazém possui reservas suficientes. “Suspeitamos que a escassez esteja relacionada com comportamentos humanos. Estamos a trabalhar para apurar as causas e corrigir a situação”, afirmou.

Por seu turno, a governadora de Manica, Francisca Domingos Tomás, exigiu responsabilização exemplar dos funcionários da Saúde envolvidos em esquemas de desvio de medicamentos, corrupção e venda de vagas.

“Não podemos permitir que a população vá ao hospital e não encontre, pelo menos, paracetamol. Isso é inaceitável”, sublinhou.

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