TEXTO DE ISABEL JEREMIAS
Dois indivíduos, de 17 e 22 anos de idade, encontram-se sob custódia policial na 2ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Chimoio, província de Manica, indiciados de assalto a um agente de moeda electrónica no distrito de Chibabava, posto administrativo de Muxúngue, na província de Sofala.
Os suspeitos são residentes na cidade de Chimoio e confessaram o crime durante interrogatório, descrevendo que se deslocaram a Muxúngue à procura de melhores condições de vida, mas acabaram por enveredar pela prática criminosa.
O indiciado de 22 anos conta que, devido à falta de emprego, decidiu, em conjunto com o comparsa, assaltar um agente de moeda electrónica. “Aproveitamos um momento de distração da vítima, quando esta se ausentou, e apoderámo-nos da sua mochila, que continha 125 mil meticais. Depois do assalto, regressámos a Chimoio”, afirmou.
Por sua vez, o menor de 17 anos afirmou que parte do valor roubado foi utilizado na compra de uma motorizada, adquirida por 45 mil meticais na cidade de Chimoio e o resto do valor serviu para despesas diversas, incluindo a aquisição de vestuário, produtos alimentares e lazer com amigos e parceiras.
Segundo o mesmo, apenas 30 mil meticais foram recuperados e encontram-se em posse da Polícia.
Entretanto, o porta-voz da PRM em Manica, Mouzinho Manasse, esclareceu que a detenção dos suspeitos resultou de denúncias da população, que estranhou o padrão de vida ostentado pelos mesmos nos últimos tempos. “A partir dessas informações, a Polícia activou mecanismos operativos que culminaram na neutralização dos indivíduos”, explicou.
De acordo com a fonte, a detenção ocorreu num momento de lazer, altura em que os suspeitos foram interpelados e conduzidos à esquadra, onde confessaram o crime.
Manasse acrescentou que, nos próximos dias, os indiciados serão transferidos para a província de Sofala, onde deverão responder judicialmente pelo crime.
Ainda em Chimoio, a PRM deteve um indivíduo que se fazia passar por agente do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE). O suspeito é acusado de extorquir valores a cidadãos com processos na justiça, prometendo resolver os seus casos em troca de dinheiro.
As autoridades reiteram o apelo à população para denunciar práticas criminosas.




