Foi formalmente concluída, na quinta-feira, a campanha de repovoamento e protecção do mangal em algumas comunidades do município da Matola-Rio e distrito de Boane, província de Maputo. A iniciativa, implementada pela organização não-governamental Kulima, tornou-se fonte de sustento para várias famílias. O reflorestamento do mangal é uma aposta estratégica para a protecção costeira contra ciclones e a recuperação de habitats marinhos, destaque para caranguejo e camarão, que estão a desaparecer em alguns pontos devido à destruição daquela planta.
O projecto, financiado pelo governo da Noruega, iniciou naquelas comunidades em 2022 com objectivo de reocupar as áreas devastadas pela população para a produção de combustível lenhoso e estacas para edificação de habitações, deixando várias áreas vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, sobretudo a erosão de solos.
Segundo dados do governo local e da Kulima, ao longo deste período foram reocupados 253 hectares, além de se proteger 56 hectares nas comunidades de Campoane, Matola- -Rio e Saldanha. Para permitir a manutenção da planta, foram também montados três viveiros de mudas que poderão ser geridos pelos comités locais e que servirão para reocupar outras áreas ainda degradadas.
A experiência do plantio deixou boas aspirações e foi replicada em alguns estabelecimentos de ensino, como é o caso da Escola Secundária Engenheiro Filipe Jacinto Nyusi, onde a planta é usada para embelezar o recinto. O técnico de campo da Kulima, Camilo Sitoe, que falava durante o encerramento do programa, disse que foram capacitados mais de 100 activistas, além de terem sido criados comités de gestão nas comunidades onde os projectos estavam a ser executados. Leia mais…



