O caso que envolve o arguido Florêncio Mapsanganhe, pronunciado em 231 crimes, continua a agitar os corredores da justiça. É-lhe exigida uma indemnização superior a 68 milhões de meticais.
A petição consta na acusação do Ministério Público, processo n.° 185/GCCCOT/2024, que detalha os contornos da multiplicidade dos crimes praticados pelo indiciado, ora encarcerado no Estabelecimento Penitenciário de Máxima Segurança de Maputo. Ao arguido são imputados crimes relacionados com o abate e porte ilegal de espécies protegidas, uso de armas proibidas, tráfico, burla, rapto, associação criminosa, fraude fiscal, uso e falsificação de documentos, falsidade informática, tráfico de minerais e de influência, denúncia caluniosa, difamação e injúria, instigação pública a um crime, branqueamento de capitais, atentado contra magistrados e coacção.
Pelo facto de ter cometido na globalidade 231 crimes, o arguido poderá ser condenado à pena de prisão de 30 anos, além de ter de indemnizar as vítimas, assim como ao Estado, no valor total de 68.500.000,00 meticais.
BURLAS
A maior parte dos ilícitos tem a ver com burlas cometidas, prejuízos causados a várias vítimas e danos pecuniários.
Significativas quantias de dinheiro foram obtidas pelo arguido, através do branqueamento de capitais, entre 2019 e 2026. Com efeito, a acusação refere que o indiciado cometeu quatro burlas, das quais obteve um rendimento de pelo menos 9.650.000,00 Meticais.
Ainda no mesmo diapasão, teria realizado depósitos de somas avultadas em numerário em contas com o seu nome e de uma empresa de fachada, denominada “Empire Two Sixteen, SA”, para além da “Société Générale Moçambique”. Terá utilizado intermediários para concretizar os aludidos depósitos, dissimulando a identidade. Leia mais…


