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CTA defende maior investimento na logística

Por Jornal domingo
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Moçambique precisa de acelerar os investimentos no sector dos transportes e logística, melhorar a eficiência dos seus corredores de desenvolvimento e eliminar os constrangimentos que condicionam a circulação de mercadorias na região da África Austral.

A posição foi defendida hoje, em Maputo, por Onório Manuel, vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), por ocasião da realização do Fórum de Investimento em Transportes e Logística de Moçambique.
Segundo Onório Manuel, em 2024, os portos moçambicanos movimentaram cerca de 66,5 milhões de toneladas de carga, enquanto, em 2025, o Porto de Maputo alcançou um recorde de 32 milhões de toneladas.

Estes indicadores demonstram a relevância estratégica das infra-estruturas portuárias do país, mas também evidenciam a necessidade de melhorar a capacidade operacional e a eficiência dos corredores logísticos.

A CTA considera que a redução dos tempos de trânsito, o aumento da capacidade ferroviária e a eliminação dos estrangulamentos nas fronteiras são factores determinantes para ampliar o volume de comércio e investimento que Moçambique pode gerar.
No entendimento daquela organização, a competitividade logística do país passa por cinco intervenções fundamentais, nomeadamente, integração efectiva dos corredores de Maputo, Beira e Nacala com os mercados do hinterland, através do reforço das ligações ferroviárias, rodoviárias e fronteiriças.

A outra questão é relativa ao desenvolvimento de portos secos, terminais interiores, infra-estruturas de armazenamento, cadeias de frio e plataformas de distribuição.

Também fala-se da necessidade de mobilização de capital privado, concessões e parcerias público-privadas, sustentadas por projectos viáveis, contratos transparentes e mecanismos adequados de partilha de riscos.

A CTA defende, igualmente, a simplificação dos procedimentos fronteiriços, a digitalização dos serviços através de uma Janela Única Logística e o aproveitamento da cabotagem como alternativa complementar ao transporte rodoviário.

De igual modo, aponta como prioridade a integração das empresas nacionais nas cadeias de fornecimento, manutenção, engenharia, tecnologia e prestação de serviços, de modo a garantir que os investimentos contribuam para a criação de emprego, desenvolvimento de competências e geração de valor acrescentado.

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