O Governo aprovou hoje, o Plano de Contingência para época chuvosa 2026-2027, avaliado em 39,8 mil milhões de meticais, visando responder às ameaças de desastres naturais e prestar assistência humanitária a cerca de 2,2 milhões de pessoas em situação de risco.
A informação foi tornada pública hoje, pelo porta-voz da 32.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, que explicou que já foram identificados os principais riscos e ameaças, os prováveis impactos dos desastres, os cenários da população vulnerável, bem como as acções multissectoriais necessárias para reduzir a vulnerabilidade das comunidades.
Segundo Impissa o plano contempla igualmente os meios humanos, materiais e financeiros disponíveis e os necessários para assegurar uma resposta adequada às situações de emergência e assistência humanitária.
Dos 39,8 mil milhões de meticais previstos, o porta-voz avançou que o Governo dispõe actualmente de cerca de 23,4 mil milhões, provenientes da alocação de recursos do Fundo de Gestão de Calamidades para o exercício económico de 2027, da valorização dos materiais existentes nos armazéns do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e dos parceiros de cooperação.
Sublinhou que apesar dos recursos já identificados, persiste um défice na ordem de 16,4 mil milhões de meticais, montante que continua a ser mobilizado junto de diferentes parceiros de cooperação.
Destacou que a mobilização de recursos constitui um aspecto fundamental para garantir a capacidade de resposta do país, tendo em conta a dimensão dos riscos previstos e o número de pessoas que poderão necessitar de assistência humanitária.
“Assinala-se, portanto, que, diferentemente da época passada, esta tem a particularidade de combinar, por um lado, cheias, inundações e ciclones e, por outro, o fenómeno El Niño, com maior probabilidade de ocorrência de chuvas muito abaixo do normal, nas zonas sul e centro de Moçambique”, afirmou.


