- Manuel Guilherme Júnior, reitor da Universidade Eduardo Mondlane, fala dos 50 anos daquele estabelecimento de ensino superior
O mote desta entrevista associa-se a meio século de vida daquela que é a nossa mais velha e tradicional universidade. Com mais de 50 mil profissionais formados, orgulha-se, segundo o seu reitor, pelo facto de ter lutado para democratização do saber, garantindo que o conhecimento científico estivesse ao serviço da construção da nação moçambicana.
Neste sentido, estamos a citar, a UEM logrou transformar-se de uma universidade colonial de elite na verdadeira “alma mater” da moçambicanidade.
Em pouco mais de duas mil palavras, Manuel Guilherme Júnior define as principais prioridades para os próximos 50 anos da UEM, sublinhando que é na investigação que é preciso “agarrar” com mais pujança para que o alcance do ensino resida numa visão clara de desenvolvimento. E por isso, ressalva, é preciso investir mais.
Neste momento, o financiamento da investigação situa-se em cerca de um quinto do orçamento total, sendo relativamente limitado face ao papel esperado de uma universidade de investigação, o que urge reverter.
Nota de realce vai para o bom posicionamento da UEM no ranking africano, mantendo-se, apesar disso, o desafio de a universidade moçambicana ir mais longe: “a ambição para os próximos 50 anos é clara e exigente: evoluir de uma universidade nacional de referência para uma universidade africana dexcelência, com impacto global”, elucida Manuel Guilherme Júnior.
São 50 anos que se passaram. Estamos a falar de meio século da Universidade Eduardo Mondlane (UEM). Qual é a principal realização da instituição?
A maior realização da UEM, ao longo destes 50 anos, é ter contribuído, de forma decisiva, para a formação do capital humano de Moçambique. Formou gerações de quadros que, hoje, lideram sectores estratégicos do país, desde a administração pública, saúde, educação, engenharia, agricultura até à investigação científica, consolidando-se como referência nacional na produção e disseminação do conhecimento. Leia mais…



