Na quarta-feira, transportadores semicolectivos de passageiros bloquearam uma estrada e isolaram a cidade de Quelimane, com a mesma algazarra de sempre, coisa que Bula-Bula assiste com frequência um pouco por este país afora, desde que se tentou instalar o “Estado da Balbúrdia”, com aquelas manifestações do pós-eleitoral.
Até pode ser que a reivindicação faça sentido, uma vez que Bula-Bula ainda conseguiu ouvir um dos transportadores a gritar que havia uns oito postos de fiscalização entre Quelimane e Nicoadala e que em todos eles tinham de deixar o famoso “dinheiro de refresco”.
A forma barulhenta, desorganizada e assuada é que faz com que as suas razões se diluam neste espaço amotinado, de confrontação. Ainda bem a Polícia parece ter-se dado ao trabalho de estudar o psíquico e o emocional destes novos integrantes do “Social Protest”, mais dados aos apitos e à barulheira, porque na circunstância foi proverbial a intervenção de um oficial da Polícia da República que convenceu os insurrectos a abrir alas e a aceitar conversar, onde quer que eles quisessem, em data acertada para esta semana.
É preciso dizer que nesta coisa de diálogos e tais, a Polícia parece estar mais preparada que os cidadãos…



