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Estórias de ripadas, golpes palacianos e cabritismo

Por Jornal domingo
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Quando se pensava que os ânimos estavam a serenar pelas bandas do ex-principal partido da oposição, há notícias de novas pauladas terem sido vigorosamente desferidas semana passada, só que desta feita visando apenas os cadeados que seguravam a porta da sua sede na Maxixe. Ainda bem, pensou Bula-Bula com os seus botões, que desta vez as ripadas não tiveram como objecto a cabeça de algum inadvertido membro ou simpatizante do partido da “Perdiz”, como daqueloutras…

Reza a crónica, destas outras ripadas, que o incidente ocorreu no bairro Chambone, quando mais um grupo contestatário de ex-guerrilheiros, ou pelo menos assim se intitularam, invadiu o domicílio partidário com a intenção de realizar uma reunião electiva para apurar uma denominada Comissão de Gestão Provincial da Renamo.

O até então inquilino da domiciliada sede ainda tentou resistir ao ímpeto dos invasores, mas muito rapidamente foi “persuadido” pela turba que, de varapaus em punho e com vontade expressa de os usar para além dos cadeados, brandiam ameaçadoramente os improvisados bastões ao assustado confrade.

Américo José, esse é o seu nome, que estava em representação do delegado político ausente, preferiu não contrariar o grupo contestatário e deixou que os mesmos realizassem a tal eleição, que culminou com a indicação de Elídio Vilanculos para o cargo de “novo coordenador da Comissão Provincial de Gestão”.

Mas para além destas bordoadas na Maxixe, há relatos de outras coisas menos contundentes que vão acontecendo na Renamo. Em Maputo, um conhecido antigo guerrilheiro lançou suspeitas de cabritismo na organização, coisa que Bula-Bula já há muito desconfiava existir.

De acordo com Edgar Silva, Ossufo Momade andou a inflacionar o número de oficiais generais durante o processo do DDR, de tal sorte que até alguns que nunca estiveram na guerrilha e sequer conhecem o cheiro da pólvora foram indicados para o dito processo como brigadeiros!

Bula-Bula, que já andava com uma pulga atrás da orelha, acha que é preciso passar a pente fino essa destravada lista de brigadeiros e generais entregues por Ossufo Momade quando foi do DDR. Porque se Edgar Silva, que foi guerrilheiro e não reconhece alguns dos brigadeiros alistados para a bolada do DDR, anda a dizer que há gatos pardos, é porque os há e eles precisam não só de serem expurgados da lista do tacho como ainda devem ser responsabilizados por combinação de falsidade ideológica e fraude!

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