O Banco de Moçambique (BdM) utiliza uma matriz de avaliação semiautomática para identificar e classificar os riscos das instituições financeiras, tendo em conta o perfil dos clientes, a localização geográfica, o volume de transacções e as características da carteira de cada entidade.
O instrumento é alimentado anualmente com informações fornecidas pelas instituições de crédito e sociedades financeiras, através de um questionário disponibilizado no site do Banco de Moçambique, que permite uma avaliação preliminar do nível de risco de cada instituição.
Esta iniciativa foi apresentada ontem, em Maputo, durante o encontro entre as Organizações da Sociedade Civil sem Fins Lucrativos, sector bancário e o Governo, na perspectiva de melhorar as políticas de transacção bancária de modo que as organizações não seja usadas para o financiamento ao terrorismo no país.

De acordo com a explicação apresentada pelo representante da direcção para Área de Anti-Branqueamento de Capitais e Combate ao Financiamento do Terrorismo no Banco de Moçambique, Edgar Fortes, os dados recolhidos abrangem diferentes segmentos de clientes, incluindo organizações sem fins lucrativos, pessoas politicamente expostas e grandes empresas ligadas a sectores como a mineração, entre outros grupos considerados relevantes para a avaliação.
Após o preenchimento do questionário, as informações são introduzidas na ferramenta, que produz uma classificação preliminar do risco de cada instituição financeira. Os resultados são apresentados por níveis de risco.
Entretanto, a classificação gerada pelo sistema não é definitiva. Cabe aos supervisores do Banco de Moçambique reavaliar os resultados, verificar a documentação apresentada pelas instituições e determinar se o nível de risco identificado corresponde, efectivamente, à realidade de cada entidade.


