“A Fronteira Invisível entre o Direito e as Finanças: Quando o Risco Jurídico se transforma em crise financeira” é o título do terceiro livro lançado esta quinta-feira, em Maputo, sob a chancela da Sociedade do Notícias Editora (SN Editora), pertencente à Sociedade do Notícias.
Da autoria dos docentes universitários Amélia Bambo e Jorge Tembe, a obra apresenta uma abordagem interdisciplinar entre Direito e Finanças, destaca como o incumprimento normativo pode evoluir para crises financeiras, afectando não apenas instituições, mas todo o funcionamento da economia.
Com 163 páginas distribuídas por oito capítulos e uma tiragem inicial de 500 exemplares, o livro insere-se na linha editorial da SN Editora, que tem vindo a privilegiar publicações com relevância académica, técnica e profissional, contribuindo para o reforço do debate científico no país.
Ao longo da obra, os autores propõem uma reflexão aprofundada sobre o funcionamento dos mercados, analisando a relação entre normas jurídicas e dinâmicas financeiras. O livro demonstra que falhas na aplicação ou interpretação da lei podem desencadear efeitos em cadeia, transformando-se em crises financeiras de dimensão sistémica. A publicação evidencia ainda que Direito e Finanças são áreas cada vez mais interdependentes no contexto contemporâneo.
Enquanto as Finanças se concentram na gestão de recursos, investimentos e riscos, o Direito estabelece os princípios que orientam essas práticas, garantindo equilíbrio, estabilidade e justiça nas interacções económicas. Considerada uma obra pioneira sobre a temática em Moçambique, a publicação contribui para o aprofundamento do debate académico sobre os desafios e oportunidades que emergem da intersecção entre as duas áreas do saber.
Segundo Amélia Bambo, formada em Contabilidade e Auditoria, o livro nasce da constatação de que ainda persiste uma separação significativa entre os dois campos, tanto no meio académico como no sector profissional.
Por sua vez, Jorge Tembe, docente universitário e jurista, destacou o carácter inovador da obra ao explorar a chamada “fronteira invisível” entre Direito e Finanças. Leia mais…



