Os números falam por si. Com base na recente avaliação, estima-se que mais de sete milhões de moçambicanos ainda praticam fecalismo a céu aberto no país. Puro quadro sombrio, no que diz respeito ao ainda deficiente sistema do saneamento básico, factor que leva o Governo a direccionar as suas atenções para inverter as estatísticas.
Para o efeito, o Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH) promoveu recentemente, em Maputo, uma mesa-redonda, que juntou parceiros de cooperação, quadros do sector de gestão hídrica e do saneamento, para analisar a situação.
Na ocasião, o ministro Fernando Rafael defendeu que as populações que ainda enfrentam condições precárias de saneamento estão precisam, urgentemente, de sair daquela situação. Mostrou preocupação em relação ao número de pessoas que ainda praticam fecalismo a céu aberto, em relação as quais considera que, na ausência do saneamento adequado, o país vai continuar a registar impactos graves na saúde pública, qualidade de vida, produtividade económica e na dignidade das famílias, com maior incidência daquelas que residem nas zonas rurais.
Frisou que o país vai concentrar esforços, através da mobilização de recursos, considerando que o saneamento, no país, ainda continua a representar um “défice estrutural”. Presentemente, no que tange ao saneamento, o país regista uma taxa de cobertura da ordem de 38,5 por cento, tendo, como meta, estender para a casa de 48 por cento, no quadro do Compacto “ProÁguas 2026-2036”. Leia mais…



