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“Pê” de paradoxo

Por Jornal domingo
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Quando pensamos que já vimos de tudo na vida, a própria vivência surpreende-nos até ficarmos sem palavras. Interpretar os fenómenos sociais também se tem tornado num exercício difícil de decifrar. O que salta sempre à vista são os aspectos paradoxais que imergem no dia-a-dia, com largas margens de insólito à mistura, que até entram na normalidade do nosso quotidiano com a maior das naturalidades que a vida proporciona.

No urbanístico exercício de organizar, até se chega a atropelar as mais elementares regras, sem que muitos de nós nos déssemos conta do que é certo ou errado. O que faz gravitar ou adensar o atropelo são as práticas que, no dia-a-dia, somos tentados testemunhar no exercício do improvisar de certos actores, como se a regra fosse algo tão estranho para nós os convivas. Torna-se paradoxal a forma como, a rodos, a Polícia de Trânsito, a Municipal e a da Lei e Ordem, entram numa sinfonia perfeita para tentar disciplinar práticas de condução que deixam a desejar. Falamos da letra “p”, que dá início à palavra paradoxal. O epicentro da nossa abordagem centra- -se na rotunda da zona do antigo mercado “Mwancacana”, onde acontece uma cena que tem tanto de paradoxal, tanto quanto que faz engordar o próprio paradoxo.

Ao ter-se transformado numa praça, integrada sobretudo no esquema de acesso à Ponte Maputo-KaTembe, há um pormenor que escapou no detalhe para a engenharia da construção civil ver e rever. Não foram previstas baías de estacionamento, inclusivamente, na parte do acesso à Avenida das Nações Unidas, que tem que nos levar a pensar soluções.

Por tradição, aquela zona foi sempre uma área de intenso movimento de viaturas que se dirigem para a baixa da cidade capital, assim como de pessoas que pedrestram e lavram as vidas caminhando de um lado para o outro.

Justificava que, ao ter sido feita a requalificação da zona, se devia ter acautelado muitos, mas muitos detalhes mesmo, que agora não seria necessário andar-se a transformar numa normalidade um atropelo às regras de trânsito. Na tentativa de dar um ar de graça ao embelezamento, vive-se numa espécie de simulacro que roça o paradoxo. Leia mais…

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