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Sistema de saúde era cruel

Por Bento Venâncio
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  • Fernando Vaz, médico recentemente agraciado com a Ordem Samora Machel do Primeiro Grau, diz que o principal ganho da independência nacional foi a negação do racismo nas unidades sanitárias

Agraciado com a Medalha Samora Machel do Primeiro Grau na celebração dos 50 anos da Independência Nacional, Fernando Vaz fez parte do primeiro grupo de médicos-cirurgiões do país. Contribuiu para formação de diferentes gerações de médicos moçambicanos. Com 97 anos já não vai às salas de cirurgia, contudo é visto pelos colegas como importante referência no campo científico.

Formado na Faculdade de Medicina na Universidade Clássica de Lisboa, onde se especializou em Cirurgia Geral nos hospitais civis da capital portuguesa, da ampla aprendizagem no campo da Medicina Tropical, foi o primeiro director do Hospital Central de Maputo no período pós-independência, tendo mais tarde assumido as funções de vice-ministro da Saúde e de ministro da Saúde. Foi médico do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Machel.

Em entrevista ao domingo, aponta a diferença entre o sistema colonial de saúde e o actual, sublinhando que a independência nacional trouxe métodos humanizados de abordagem e tratamento de doentes, afastando, de forma clara, manifestações de racismo nas unidades sanitárias. “Este foi o principal ganho”, salienta.

Refere que hoje o Sistema Nacional de Saúde está muito bem estruturado e hierarquizado. “Você sabe perfeitamente que nós temos o nível elementar, o básico, o médio e temos hoje o Instituto de Ciências de Saúde que outorga níveis como a licenciatura, mestrado e doutoramento. Portanto, o trabalhador de saúde pode entrar com a 4.ª classe e subir até chegar à licenciatura, ao mestrado e doutoramento”, observa. Leia mais…

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