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Gaza novamente em risco de inundações

Por Jornal domingo
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As zonas baixas dos distritos de Guijá, Chókwè, Chibuto e Xai-Xai, em Gaza, poderão ser afectadas por inundações a partir de amanhã devido às chuvas que vêm caindo nos últimos dias. Segundo a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, nas próximas horas, o rio Limpopo poderá superar o nível de alerta.

Outras cidades, nomeadamente Maputo, Matola, Maxixe, Beira e Quelimane, também poderão registar inundações urbanas. A situação torna-se preocupante porque na África do Sul e Zimbabwe a chuva continua a cair.

Algumas barragens desses países encontram-se com níveis elevados de água que variam de 85 a 100 por cento. Com isso, aquelas infra-estruturas terão pouca capacidade de retenção, podendo descarregar para Moçambique. O fenómeno poderá afectar cerca de 80.500 pessoas, 23 escolas e sete unidades sanitárias. O Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD) activou antecipadamente 23 centros de acomodação para acolher cerca de 73 mil pessoas dos distritos que poderão ser afectados, sendo que 32 embarcações estão disponíveis para a busca e evacuação.

Como forma de evitar a perda de vidas humanas, estão a ser intensificadas acções de aviso prévio. Entretanto, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê a ocorrência de chuvas moderadas localmente fortes nos próximos sete dias, a nível nacional, destaque para a zona Norte, sobretudo na faixa costeira das províncias de Cabo Delgado e Nampula.

Neste momento, há perturbação tropical ao longo da bacia sudoeste do Índico a norte de Madagáscar. O sistema tem potencial de evoluir para tempestade tropical, mas não constitui perigo para o território nacional. Devido à persistência de chuvas em quase todo país, existem cerca de 10 bacia acima do nível de alerta, maior parte com tendência de subir. Prevalece o cenário de inundações nas bacias de Incomáti e Limpopo.

FRELIMO QUER CONDIÇÕES DE REASSENTAMENTO

O secretário-geral da Frelimo, Chakil Aboobacar, apelou aos presidentes dos municípios da província de Maputo a encontrarem sítios seguros para o reassentamento e criar condições para que as pessoas se movimentem para esses locais. Portanto, devem seguir a experiência da iniciativa presidencial de terra infra- -estruturada, colocando água, energia e serviços básicos.

Chakil Aboobacar falava durante a IV Reunião Provincial de avaliação do desempenho das autarquias lideradas pela Frelimo, que teve lugar na vila municipal da Matola-Rio. Na ocasião, referiu que se as autarquias reunirem estas condições, a população vai se afixar, sem lamentações, pois os serviços básicos estarão no local. “Não vai bastar chegar, marcar talhão e dizer vão para ali. É preciso criar condições. Estar em locais seguros não significa chegar, demarcar talhão e colocar as pessoas lá. Mas, sim, criar condições para que as pessoas se movimentem para essas zonas seguras”, disse.

Referir que os municípios da província de Maputo, nomeadamente Matola, Boane, Matola-Rio, Manhiça e Marracuene, sofreram inunda ções em Janeiro, deixando milhares de famílias afectadas. O fenómeno afectou ainda os distritos de Magude e Moamba. Entretanto, o secretário- -geral da Frelimo mostra-se satisfeito com as iniciativas de urbanização que estão a ser desenvolvidas em algumas autarquias, sobretudo em Boane, com vista a melhorar a vida das vítimas das inundações. “É preciso assegurar que as pessoas não voltem para os locais de risco.

Em muitos casos, tomamos conhecimento que parte da população já tinha sido reassentada, mas voltou aos locais de risco. Então, é preciso criar toda uma infra-estrutura que visa assegurar que mesmo que as pessoas estejam de volta, não retornem aos locais de risco, criando nessas zonas infra-estruturas que possam impedir o regresso da população”. A outra medida que deve ser tomada pelos autarcas é o mapeamento real das áreas de risco.

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