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DISTRITO DA MANHIÇA: Centro de Saúde da Maragra sem água e energia eléctrica

Por admin
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O Centro de Saúde da Maragra, distrito da Manhiça, província de Maputo, está desde o início do presente mês sem água e energia eléctrica. O problema deve-se ao corte da energia na Açucareira da Maragra, decorrente de uma dívida de cerca de quatro milhões de Meticais que a fábrica tem com a empresa Electricidade de Moçambique (EDM).

A situação está a preocupar os residentes daquela localidade, visto que condiciona o funcionamento das actividades daquela unidade sanitária, com destaque para alguns serviços que dependem da corrente eléctrica. Igualmente, a água é fundamental para garantir a limpeza e higienização.

Neste momento, muitos utentes vêem-se obrigados a deslocar-se à vila da Manhiça para cuidados médicos, chegando a percorrer distâncias acima de dez quilómetros. O director do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social da Manhiça, Flezer Tomadote, confirmou a falta de energia eléctrica e água no Centro de Saúde da Maragra, mas disse que o governo local não conhece as reais causas do problema. A situação torna-se complicada porque, segundo referiu, não sabe ainda quando é que será restabelecida. “A fábrica sofreu corte de energia por questões administrativas, que não são do nosso conhecimento.

Ainda não sabemos quais as razões, porque não fomos notificados”, referiu, tendo garantido que nos próximos dias o sector vai procurar colher mais informações, sobretudo no que diz respeito à previsão de restabelecimento da corrente. Apesar de ter garantido a existência de uma fonte de água, “que serve para atender às necessidades do centro”, ressalvou que “ela depende da energia para funcionar”.

No entanto, o dirigente referiu que todos os serviços da unidade sanitária estão garantidos através de fontes alternativas. Por exemplo, a estomatologia continua a funcionar, mas somente à luz solar. Perante a situação, a água usada na unidade sanitária é adquirida nas residências vizinhas do centro por meio de recipientes como bidões e baldes.

“Os colegas estão a imprimir um pouco de esforço para manter o centro de saúde em funcionamento. Temos reservatórios nos diferentes compartimentos, como baldes com torneiras e com tampas, onde conservamos a água que recebemos da comunidade. Os vizinhos estão a ajudar”, revelou.

Destacou, entretanto, que o corte da corrente eléctrica está a causar enormes prejuízos, sobretudo na conservação do equipamento hospitalar. “Há prejuízos porque deixamos de conservar as vacinas naquela unidade e recorremos ao centro de saúde da sede distrital da Manhiça, que é o mais próximo”, referiu. Referir que a Maragra Açucar, SA é que ao longo de vários anos garantiu o pagamento de energia eléctrica e água ao centro de saúde local.

Actualmente, a empresa está encerrada devido à falta de cana-de-açucar, uma vez que os campos estão inundados desde as cheias de 2023. A empresa é detida por 99 por cento pela Illovo, um grupo sul-africano presente em seis países da África Austral, e um por cento por um investidor privado.


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