Passados 66 dias de prisão, Domingos Simões Pereira foi finalmente liberto pela junta militar que dirige Guiné-Bissau desde o golpe de Estado de 26 de Novembro, facto saudado por simpatizantes pelas ruas da capital, que o acompanharam até à residência.
O líder do Partido Africano para a Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC), antigo primeiro-ministro e presidente do Parlamento da Guiné-Bissau, dissolvido inconstitucionalmente, foi detido no dia do golpe e levado para a segunda esquadra do Ministério do Interior, onde esteve estes mais de dois meses sem culpa formada e com poucos contactos com o exterior.
A sua libertação foi conseguida através da mediação do Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, que enviou o seu ministro das Forças Armadas, o general Birame Diop, a Bissau, para se reunir com os militares golpistas e as autoridades civis da transição, no sentido de convencer a deixar que Simões Pereira possa ser detido em prisão domiciliária.
A delegação senegalesa também acordou as garantias de segurança que permitiram a Fernando Dias da Costa, o candidato que venceu as eleições presidenciais de 23 de Novembro, as quais não chegaram a ser concluídas por causa do golpe, a deixar a embaixada da Nigéria na capital guineense, onde se refugiou, depois de ter escapado por pouco aos soldados que o foram tentar prender.



