O Gabinete Central de Combate a Corrupção (GCCC) também acusou gestores de topo do Fundo de Promoção Desportiva (FPD) de práticas ilícitas. O FPD é uma instituição pública de âmbito nacional, de categoria “A”, dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial.
Naquela entidade, constataram-se indícios de irregularidades na atribuição de financiamento a actividades desportivas com base em afinidades pessoais, gestão directa de receitas por parte dos dirigentes do Fundo, pagamentos indevidos de ajudas de custo e em má gestão de infra-estruturas que inclui, entre outras, o Estádio Nacional do Zimpeto.
“Os factos praticados são susceptíveis de configurar crimes de gestão danosa, abuso do cargo ou função e peculato. O processo tem então cinco arguidos em liberdade provisória mediante pagamento de caução e encontra-se na fase de instrução”, disse Romualdo
Johnam, porta-voz do GCCC. domingo apurou que uma das práticas em investigação está associada a assinaturas de contratos de patrocínio pelo FPD com empresas em nome das federações desportivas. Esta prática iniciou há sensivelmente cinco anos. Tal sucedeu com federações como de basquetebol e futebol. Estas entidades realizaram actividades das selecções nacionais e reabilitações de infra-estruturas e o FPD emitiu facturas, pagou salários e ajudas de custos.
No caso de futebol, o caso mais citado é o pagamento dos salários dos membros do Gabinete Técnico da FMF, através do patrocínio da Hidroeléctrica de Cahora Bassa. A empresa envia o valor à conta do FPD, que, por sua vez, paga as despesas. Antes, a HCB canaliza o dinheiro à FMF e esta efectuava os pagamentos. Fala-se de cerca de 26 milhões de Meticais anuais que a FMF não recebe para fazer uma gestão directa, mas são gastos pelo FPD em seu nome. Leia mais…




