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Chapo defende reforço da cooperação para segurança energética

Por Jornal domingo
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O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, em Moscovo, o reforço da cooperação internacional no sector do gás natural, considerando que a segurança energética deve assentar em mercados estáveis, fornecedores fiáveis e relações de confiança entre produtores e consumidores.
O Chefe do Estado falava na 8.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), na capital russa, tendo frisado que “nenhum país pode construir a sua segurança energética isoladamente”.
Nesse contexto, o estadista moçambicano
defendeu o aprofundamento do diálogo e da concertação entre os países produtores e consumidores, de forma a que “a soberania energética de uns não seja construída à custa da insegurança energética de outros”.
Na sua intervenção, subordinada ao tema “Situação Actual no Mercado do Gás”, o Chefe do Estado considerou que a energia constitui actualmente uma questão central para a segurança mundial, a estabilidade das economias e o desenvolvimento dos países. Defendeu que o gás natural deve continuar a contribuir para o abastecimento energético mundial.
“Mais do que uma mercadoria estratégica, o gás deve constituir uma ponte de entendimento e de prosperidade entre as nações”, sublinhou.
O Presidente da República destacou igualmente o papel crescente de África no mercado energético internacional, tendo em conta as reservas de gás natural existentes no continente. Ao mesmo tempo, chamou atenção para o facto de milhões
de africanos continuarem sem acesso à electricidade e a soluções modernas de cozinha, defendendo que “África não pode continuar a ser um continente que ilumina outras partes do mundo enquanto milhões dos seus próprios cidadãos permanecem na escuridão”.
Abordou a experiência de Moçambique, afirmando que o País está determinado a consolidar a sua posição como actor no mercado internacional do gás natural. Recordou que, desde a adesão ao Fórum, em 2022, como País Observador, Moçambique passou a exportar gás natural liquefeito da Bacia do Rovuma, estando actualmente a desenvolver novos projectos estruturantes que poderão elevar a capacidade de exportação para mais de 35 milhões de toneladas por ano.
O Chefe do Estado asseverou que a contribuição de Moçambique para a segurança energética também inclui o fornecimento de gás aos países da região, particularmente à África do Sul, há mais de duas décadas.

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