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Os “Pulitzer” não se buscam nos funerais

Por Jornal domingo
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Outra estridência, daquelas de irritar, foi protagonizada por jornalistas que queriam ganhar o “Pulitzer” no funeral de um homem bom. Bula-Bula ficou com a impressão de que o dueto malvado sequer conheceu o Alfredo Gamito para desonrar a sua memória com perguntas encomendadas a uma primeira-ministra atónita, dificilmente conseguindo esconder a sua indignação na resposta que deu aos dois caçadores de prémios.

Foi mesmo à saída da abadia, templo católico, que os jornalistas candidatos ao prémio Pulitzer indagaram a Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, consternada e ainda impactada com o ambiente pesado de um velório, sobre o pagamento do décimo terceiro salário, uma pergunta de chofre, de jornalista corajoso e merecedor de todos os prémios, incluindo o da insolência e o da descortesia.

Bula-Bula ficou varado com tamanha desfaçatez, mas ainda estava a admirar o autodomínio da inquirida quando apareceu o segundo jornalista, candidato ao mesmo prémio Pulitzer, exactamente com a mesma pergunta na manga, certamente sem se ter apercebido de que o comparsa já a fizera.

É preciso que alguém diga a estes caçadores de prémios que o Pulitzer não premeia a imbecilidade e nem mesmo a impertinência, premeia a excelência no jornalismo e nas artes.

E essa excelência não se busca nos funerais. Bolas!

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