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Os professores não são guerrilheiros. Nem podem parecer!

Por Jornal domingo
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Mesmo que os exames sejam um bicho-de-sete-cabeças, os professores não podem ser guerrilheiros, daqueles que emboscam os momentos e boicotam o processo final de avaliação de alunos, amputando o sonho de uma geração, tal como fazia a última vaga de guerrilheiros, aquela que emboscava nas estradas e matava moçambicanos e os respectivos sonhos.

É verdade que, aparentemente, há aqui horas extras para pagar, dinheiro que a classe de alguns que se parecem com guerrilheiros exige nas suas contas antes dos ditos exames, no mesmo tom que os sequestradores usam nas suas mensagens a pedir resgate a troco da libertação dos reféns.

Bula-Bula viu a entrevista de Marcos Mulima, porta-voz da ANAPRO, aquela associação que nas reivindicações faz a vez da ONP, e confessa que ficou com a sensação de que estava em 1992, no auge do Acordo Geral de Paz, quando vez e outra tinha que entrevistar antigos guerrilheiros da Renamo.

Não que aqueles outros, os de 1992, alguma vez tivessem sido hostis com jornalistas, antes pelo contrário, eram criaturas dóceis que se assustavam com os barulhos da cidade, falavam mansinho, com timidez, e apenas eram reconhecidos pelo seu aspecto desengomado, relapso, próprio de quem acaba de sair da mata para o meio urbano.

Mas, vamos lá ver, não foi o aspecto do professor Mulima que assustou Bula-Bula, que mal liga ao cabelo desgrenhado de quem quer que seja, à barba esgrouviada, abandonada no queixo, muito embora seja precisamente o contrário da imagem que tem de um professor, este bem-parecido, cabelo curto, barba bem aparada, unhas cortadas, enfim, a imagem casta e respeitável do senhor professor, do mestre das nossas vidas. Leia mais…

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