Esta semana uma eminência científica, daquelas sobrepujanças intelectuais de grande supremacia, classificou os corruptos de percevejos, a propósito de alguma coisa relacionada com gamanços e trilhas semelhantes. Bula- -Bula acha que o intelectual, óculos de sagaz graduação e vocabulário bem conjugado, acertou na designação, pois os aludidos são mais do que sanguessugas, são uns brochas.
É sobre eles, os tais percevejos aludidos pela nossa exorbitância intelectual, que Bula-Bula vai falar, tendo em conta as visitas que andou a fazer pelos centros de acomodação das pessoas deslocadas pelas cheias, dois na província de Maputo e outros tantos na cidade.
A ideia era mesmo perceber como viviam, o que comiam, mas principalmente o que faziam todas ali comungadas por uma calamidade. Na província, zona rural, as mulheres organizam-se em escalas de cozinha e limpeza do recinto de abrigo, cuidam das crianças, lavam a roupa e fazem a lida doméstica como se estivessem em casa.
Os homens, esses, dividem-se entre aqueles que vão catar lenha para a cozinha, os que retornam às suas casas para ver se as tornam habitáveis e ainda aqueles que encetam o caminho para o trabalho, alguns até na cidade de Maputo!
Bula-Bula ficou impressionado com um chefe de família que sai de Boane todos os dias, deixando a família no centro de acomodação, paga um barco para atravessar o riacho que virou rio, e depois ainda tem que pagar pelo menos três dos “chapas” que encurtam a rota para embolsar mais do pobre trabalhador que sofreu do dilúvio, a braços com a água e com os brochas. O regresso é o mesmo exercício, porque os percevejos continuam ali, à espera do pobre trabalhador. Leia mais…



