A Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ) pretende aumentar a capacidade anual de transporte de combustíveis no oleoduto Beira–Feruka, de três para cinco milhões de metros cúbicos até Dezembro de 2027, em resposta à crescente procura regional. A expansão contempla a instalação de duas estações de bombagem adicionais.
A informação foi avançada hoje, durante o Fórum do Corredor da Beira 2026, que decorreu recentemente em Livingstone, na Zâmbia. Na ocasião, o administrador e director-geral da CPMZ, Patrick Dias da Cunha, destacou as parcerias com os governos de Moçambique e do Zimbabwe como fundamentais para a integração energética regional.
Segundo afirmou, a empresa pretende consolidar o Corredor da Beira como uma rota integrada de abastecimento e posicionar Harare como centro de distribuição de combustíveis para os mercados vizinhos, garantindo benefícios económicos às comunidades que dependem só fornecimento regular.
O encontro, que reuniu representantes governamentais, reguladores, investidores e operadores de infra-estruturas, destacou igualmente a necessidade de reforçar a cooperação transfronteiriça, diversificar as rotas de abastecimento e coordenar investimentos para fortalecer a segurança energética na África Austral. Os debates incidiram também sobre o papel estratégico do Corredor da Beira no fornecimento de combustíveis à Zâmbia, ao Zimbabwe, ao Malawi, ao Botswana e à região do Katanga, na República Democrática do Congo.



