O jornalista e académico, Artur Saúde defende a necessidade de optar pela adequação linguística e cultural durante a cobertura jornalística, sobretudo, em contextos de conflitos e desastres.
Saúde destaca a importância de respeitar os códigos culturais e cuidado no uso da linguagem de modo a não reavivar traumas causados pelas experiências de violência e opressão vividas pela comunidade.
Para Saúde, os jornalistas devem, igualmente, reconhecer a autoridade e legitimidade social das lideranças tradicionais e religiosas nas comunidades; respeitar normas socioculturais locais durante as entrevistas, principalmente com mulheres.
No que diz respeito a coberturas em cenários de conflitos e desastres, apela a postura ética, a começar por não fotografar ou filmar lugares, objectos sagrados e funerais sem consentimento, de modo a evitar hostilidade. Afirma ainda que é importante que o jornalista compreenda os diferentes impactos do conflito sobre homens, mulheres e crianças durante a produção da matéria.
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