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Viver mais tempo significa desenvolvimento

Por Jornal domingo
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O domingo que o leitor tem em mãos ou no ecrã apresenta, entre várias matérias de elevado interesse, duas reportagens oportunas que abordam os temas da esperança de vida e superlotação das maternidades, fenómenos actuais que se cruzam, interligam e dizem muito do quotidiano dos moçambicanos.

A esperança de vida é um indicador-chave da tábua de vida, mostrando o número médio de anos que um grupo de indivíduos nascidos no mesmo ano espera viver, se as condições de mortalidade existentes na altura da ocorrência da morte forem constantes. Em Moçambique, observa-se uma tendência crescente do número médio de anos que um recém-nascido espera viver. Entre o censo de 1980 e as projecções da população de 2023, o número esperado de anos de vida aumentou em 16 anos, ao passar de 39 para 55 anos, respectivamente. Um estudo em nossa posse, produzido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indica que em 2023 o número médio de anos que uma mulher esperava viver é 58 anos, enquanto o número de anos esperados para os homens é 53. A esperança de vida ao nascer é maior para as mulheres em todas províncias, no entanto, em Tete, Sofala, Manica, Inhambane, Maputo cidade e província têm o número de anos acima de 60. Para os homens, a província e cidade de Maputo têm a esperança de vida mais elevada (60,7 e 60,8 anos, respectivamente). Gaza, com a esperança de vida ao nascer de 58,7 anos para as mulheres e 49,8 anos para os homens, tem a maior diferença de anos por sexo, (cerca de nove anos).

Mais do que estatísticas, os vários relatórios disponíveis a respeito da evolução da esperança de vida dos moçambicanos apontam para um contínuo crescimento, concorrendo, para o efeito, a implementação de políticas públicas em áreas-chave como saúde, saneamento, abastecimento de água e educação.

Efectivamente, as intervenções de saúde pública levadas a cabo pelo Ministério da Saúde contribuíram para a redução da mortalidade infantil e de menores de cinco anos, sendo de destacar, por exemplo, os investimentos promovidos no Programa Alargado de Vacinação, o qual tem permitido que doenças preveníveis por vacina reduzissem ou mesmo fossem consideradas quase extintas, como são os casos do tétano ou sarampo. Leia mais…

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