Início » Mudanças à vista na economia da vida selvagem

Mudanças à vista na economia da vida selvagem

Por Benjamim Wilson
91 visitas
A+A-
Reset

O Governo aposta no impulsionamento da economia da vida selvagem, através de novos modelos de exploração do activo existente nas áreas de conservação. Num encontro realizado, recentemente, em Maputo, foram lançadas as directrizes com vista a adoptar modelos para a exploração sustentável de recursos naturais e da vida selvagem.

No que se refere à conservação da vida selvagem, tem sido ponto assente que a oferta ainda se apresenta limitada, sendo maioritariamente consumida por turistas estrangeiros, assim como a composição dos investimentos. Na óptica do director-geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Pejul Calenga, o potencial é grande, composto por paisagens, flora, fauna, considerado capital natural com vista a agregar valor para a economia nacional.

No encontro, promovido sob o lema “Pelo Desenvolvimento de Uma Economia Sustentável da Vida Selvagem em Moçambique”, no âmbito do “Projecto Meios de Subsistência Costeira e Resiliência Climática (CLCR), financiado pelo Millennium Challenge Corporation (MCC), conjuntamente organizado em coordenação com a Associação Moçambicana de Operadores de Safaris (AMOS) e a Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), as reflexões centraram-se em torno das oportunidades para a geração de renda a partir do turismo e da vida selvagem.

Segundo defendeu Calenga, pretende-se conhecer o produto real e o potencial existente nas coutadas de caça, considerado de elevado rendimento, sendo indispensável a melhoria das condições ao longo de toda a cadeia de valor. Acresce ser determinante, ao nível local, a ampliação da oferta para o turismo, a qual, além de ainda ser limitada, continua a ser dominada, quase que na plenitude, pelo investimento estrangeiro. Além de representar um “nicho” para o mercado de alojamento, a actividade de guias locais, por exemplo, está a ser vista como uma das oportunidades a serem exploradas pelo empresariado nacional.

BENEFÍCIO LOCAL

Segundo Calenga, um dos objectivos é assegurar que maior parte da receita seja colectada localmente, com benefício na melhoria das condições de vida das comunidades. Ajunta que o foco se centra no aumento da empregabilidade da mão-de-obra local, processo que deverá ser acompanhado por acções de capacitação e treinamento da maior de jovens nacionais.

Para o efeito, não está colocada de lado a preparação de actores locais, bem como a dinamização dos comités de gestão, no sentido de arrecadarem maiores benefícios, ou seja, encaixes superiores à taxa de 20 por cento disponibilizada no âmbito da exploração de recursos naturais. Calenga admite ser importante a inventariação do valor do potencial existente na cadeia da economia da vida selvagem, procurando conhecer, sobretudo, as formas como o operador presta o serviço, além do controlo da canalização das receitas geradas. Leia mais…

Artigos relacionados

Focus Mode