As incertezas no sector de combustíveis agudizaram-se na semana finda, na sequência de uma alegada ruptura que resultou na escassez de alguns produtos petrolíferos nas principais capitais provinciais do país.
Apesar de o Governo assegurar a existência de “stock” suficiente para responder à procura, a realidade observada em diferentes postos de abastecimento era caracterizada pela falta de combustíveis, sobretudo da gasolina e gasóleo, enquanto que nas poucas bombas que dispunham dos recursos se registavam longas filas.
O cenário acontece num contexto em que persistem desafios no sector energético impulsionados pela guerra no Médio Oriente, que gerou pressão sobre os preços do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis à escala global. Em vários pronunciamentos recentes, porta-vozes do Executivo asseguraram que, além das reservas, a reposição continua a decorrer de forma normal com periodicidade de 15 dias sem registo de qualquer interrupção.
A título de exemplo, de acordo com fontes do terminal de combustível no Porto da Matola, havia previsão de chegada de mais um navio de gasolina ontem, sábado, e outro de gasóleo, hoje. Ora, se o panorama indica estabilidade, o que estaria na origem do fenómeno vivido nos últimos dias? Por que o mercado registou escassez de produtos petrolíferos?
A manutenção do preço no mercado nacional, numa altura em que a nível internacional e quase todos os países da região aumentaram os preços, é tida como uma das principais causas.
O cenário é agravado pelo facto de Moçambique ainda praticar um dos preços mais baixos da região. Face a este quadro, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) assegura estar a envidar esforços para normalizar a situação, reiterando que existe disponibilidade de combustíveis nos terminais portuários. Leia mais…




