África recusa abandonar sua fama da pobreza e guerras
O continente considerado berço da humanidade está tramado. Foi colonizado e pilhado por europeus teimosos e avarentos durante centenas de anos e recuperou a sua independência a partir da década de 1960.
O balanço dos cerca de seis décadas de independência é uma salada de sucessos e fracassos. Em alguns casos a independência produziu resultados positivos, mas depois os políticos teimosos e avarentos transformaram grande parte dos países africanos em propriedade privada, tramando tudo e todos.
Antigas potências coloniais apanharam boleia gratuita de políticos africanos teimosos e avarentos para prosseguirem seu objectivo original de exploração dos recursos naturais.
Com a queda do chamado muro da vergonha em Berlin em 1990 permitindo a passagem livre do vento da democracia Made in Europe para África, o Mundo acreditava que a renascença africana consolidar-se-ia beneficiando a geração born free ounascida livre.
Entre 2000 e 2010 África progrediu nas frentes económica e política registando crescimento acima de 7 por cento ao ano e reduzindo significativamente o numero de conflitos armados intraestados. Mais de 30 líderes deixaram o poder nos seus países em processos eleitorais democráticos.
No entanto, com apetites individuais pelo dinheiro e pelo poder vitalício por parte de alguns líderes políticos africanos, África está em marcha regressiva acelerada.
Na África do Sul, o Presidente Jacob Zuma acaba de mostrar que o pais mais industrializado de África é afinal igual aos outros do continente africano no qual líderes políticos não se demitem dos seus cargos mesmo quando se prova que violaram constituição e direitos humanos para benefícios pessoais.
Líderes do Congo Brazzaville, Ruanda, Burundi e Uganda mostraram recentemente que políticos africanos são corajosos na teimosia e na avareza que tramam africanos.
Em Moçambique, o radicalismo de alguns frelimistas e renamistas exacerbado por teimosia e avareza recuou o pais para os tempos de tiros, emboscadas e escoltas militares nas principais estradas.
Os ganhos dos 20 anos de paz que criaram eldorado para o bem estar de todos estão a desaparecer a olhos vistos.
Mais de 10 mil moçambicanos fugiram das suas zonas de origem para Malawi e dezenas de outros para Zimbabwe.
África recusa abandonar a fama de continente de guerras, pobreza, doenças endémicas curáveis e analfabetismo.(x)
Simião Ponguane