Terminou ontem na vila do Songo, Província de Tete, a exposição de 18 obras do artista Naguib Abdula, intitulada “estabilidade”. A amostra, preparada durante um ano, chama a atenção à necessidade de haver diálogo, fraternidade, solidariedade e harmonia social para que as pessoas alcancem a paz plena.
Expostas no Hotel Girassol daquela vila, as obras foram feitas através de papel de algodão, telas, técnicas mistas e pastel. Segundo apuramos, Naguib expôs o seu trabalho em Tete, pois recebeu um convite da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) no âmbito da celebração do sexto aniversário da reversão da sua gestão aos moçambicanos.
Segundo o artista, no inicio a ideia era levar a exposição para junto da população, ou seja num espaço mais abrangente para que diferentes pessoas tivessem acesso à mesma. “Apesar de não ter conseguido expor no local que previa, sinto que muita gente de Songo veio ver a exposição e apreciar a beleza das obras, facto que para mim constitui uma satisfação”, disse o artista plástico.
Entretanto, o pintor manifestou igualmente o interesse em apresentar o seu trabalho em outros pontos de país, como forma também de dar oportunidades aos que têm a vontade de ver seu trabalho, mas que devido a falta de acesso não o podem. “Se me convidassem a expor em outras províncias iria, pois seria uma grande oportunidade de fazer intercâmbio com os artistas daqueles locais”, afirmou.
Naguib falou ainda da relação existente entre a pintura e a poesia. Para si, essas duas áreas estão directamente ligadas uma a outra dado que a pintura é a poesia dos olhos.
Recorde-se que Naguib nasceu em 1955, na província de Tete.
É engenheiro civil de formação e foi aluno de pintura do mestre José Carlos Pádua. Iniciou a sua carreira em 1977 numa exposição colectiva em Maputo.
Em 1986, realizou a sua primeira amostra individual, também na capital do país, onde passou a residir.