Morreu o cônjuge e agora?

De acordo com o último Censo Populacional de 2017, o país possui acima de 650 mil viúvos, dos quais pouco mais de 76 mil são homens e 578 mil mulheres. Trata-se de pessoas que carregam consigo a mesma dor da perda irreparável e da solidão pelo desaparecimento físico de alguém com quem compartilharam esperanças, sonhos, em suma, histórias de vida.

Para alguns, sobretudo os mais jovens, passados anos ainda enfrentam o vazio e não se conformam com a alteração brusca do sentido da sua vida. Sentem-se revoltados e injustiçados pelo destino por ver os seus projectos de vida a dois terminados num ápice.

Muitas vezes, a problemática da viuvez é vista como séria quando afecta as mulheres. Todavia, a nossa Reportagem encontrou exemplos de homens que experimentaram momentos amargos depois da perda das suas parceiras, sobretudo no que concerne à gestão dos filhos e do património.

Entretanto, apesar de cada pessoa possuir a sua forma específica de reagir a esta perda, especialistas em psicologia afirmam que, para muitos, o momento de luto tem-se manifestado de diversas formas, incluindo a negação da realidade, o que pode afectar sobremaneira o estado psíquico.

Por esta razão, aconselham que se faça um acompanhamento ou terapia de modo a ajudar a evitar outros transtornos como a depressão que pode conduzir a estágios de perturbação mental e emocional mais complexos. Leia mais...

Texto de Luísa Jorge

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