Tio Hortêncio Langa…

O que vale não é o quanto se vive; mas como se vive – Martin Luther King

A música, forte, poética e “fora do normal”, chegou-me antes de lhe conhecer o rosto. A rádio dava- -nos essa possibilidade. Depois, o tempo corrigiu esse pequeno pecado. Conheci-o pessoalmente quando em 1995 tive a honra de integrar a delegação moçambicana que participou no primeiro Festival de Música da SADC. Hortêncio Langa fazia parte da caravana, que integrava gente como Zaida e Carlos Lhongo, Omar Issá, Ghorwane e muitos outros. Desde logo, criou-se entre nós um laço fraterno, que nem a eternidade poderá quebrar.

Homem de uma simplicidade mágica, podia muito bem ficar horas a fio no meio de meia dúzia de pessoas e mesmo assim passar despercebido… bem isso, até ele soltar aquela voz gutural e puxar da guitarra acústica. Eu nunca o vi colocar-se em bicos-de-pés para se fazer notar… nem mesmo quando o TP 50 o homenageou! Aquando do regresso aos palcos do “Alambique”, há pouco mais de 2 anos, permitiu-me a veleidade de falar publicamente do histórico da banda.

Com uma música a fugir aos canônes habituais - música marcada pela fusão de vários ritmos (jazz, rock, folk, etc.) apostando numa lírica com forte intensidade poética e presença expressiva de guitarra, instrumento de que era tocador prolífico, Hortêncio Langa, depois de “Monomotapa” e muitas outras experiências, criou o “Alambique”, uma das mais emblemáticas bandas da nossa lavra musical. Leia mais...

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